quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Em Tucumã, quadrilha desviou R$ 20 milhões
PF descobre Laranjas e empresas de Fachadas para desviar dinheiro público em Tucumã 
Agentes da Polícia Federal cumpriram, na manhã de ontem, nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal na Prefeitura Municipal de Tucumã, município localizado às margens da rodovia PA-279, extremo sul do Pará.

A operação chamada de “Boca de Lobo” é mais uma ação da PF que visa tirar de circulação uma quadrilha acusada de desviar verbas públicas federais no município. Durante a operação, os prédios da Prefeitura Municipal e da Secretaria de Educação foram fechados pelos agentes.

As investigações revelaram que o esquema de desvio de verbas ocorria através de processos licitatórios fraudados, da utilização de ‘laranjas’ e empresas comandadas por parentes de servidores municipais e pessoas ligadas diretamente ao próprio prefeito, assim como através da utilização de empresas de ‘fachada’ que operavam dentro do município.

ESQUEMA

De acordo com informações de uma fonte da Polícia Federal, o esquema era feito através da contratação das empresas para fazer os serviços de construção, reforma e ampliação de escolas no período da atual gestão. “As investigações revelaram que mais de R$ 20 milhões podem ter sido desviados pela quadrilha”, revelou a fonte.

De acordo com a PF, a maior parte dos recursos foi canalizada para a empresa Construserv Serviços de Terraplenagem Ltda. – EPP, CNPJ 07.329.932/0001-21. As investigações revelaram que todas as licitações promovidas pela Secretaria de Educação do Município de Tucumã, foram vencidas pela empresa Construserv.

LIGAÇÕES

As investigações revelaram ainda que várias empresas usadas no esquema, tinham ligações diretas com o prefeito e contavam com a participação de servidores lotados na Secretaria Municipal de Educação e na Procuradoria do Município. 
A partir da execução das ordens judiciais de busca e apreensão, houve obtenção de mais elementos probatórios da ocorrência do esquema criminoso desvendado e reprimido através da operação. Computadores, documentos e toda a papelada que possa incriminar os acusados foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal em Redenção, onde será periciado pelos técnicos da CGU. (Diário do Pará)

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