Projeto do prefeito aprovado por vereadores causa prejuízos a professores de Floresta do Araguaia
O natal e final de ano foi de muita reclamação por parte dos servidores da educação municipal de Floresta do Araguaia que mesmo diante de reclamações e protestos da classe Câmara de Vereadores aprovou o projeto de lei encaminhado pelo prefeito Alsério Kazimirski, (PSC), que reduz o salário dos professores do município.
O projeto aprovado debaixo de muita polemica retirou vários direitos dos educadores que haviam sido adquiridos em outras épocas por meio de um Plano de Cargos e Salários que contou com a participação de integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Pará-SINTEPP e representantes do poder público municipal.
Novo plano de cargos de salários teve seis votos favoráveis a aprovação e quatro contra.
O novo PCRR apresentou uma redução de gratificação de graduação e pós-graduação; exclusão da licença prêmio; exclusão de 15 dias de bonificação de 1/3 de férias, pago convencionalmente no mês de janeiro; extensão para 5 anos da gratificação de tempo de serviço, no plano anterior a gratificação era incorporada a cada três anos.
A aprovação do projeto causou indignação dos educadores que estão a cerca de três sem receber pagamento. ‘’Até parece que estamos vivendo nos velhos tempos da ditadura pois além de estarmos com os salários atrasados por quase três meses, somos obrigados a aceitar a aprovação de um projeto que rouba nossos salários e nossos direitos’’ disse Cleber coordenador do Sintepp. A coordenação do sindicato vai entrar com um mandato de segurança na Comarca de Conceição do Araguaia tentando anular a votação.“Vamos à justiça tentar reverter este descalabro estabelecido pelo prefeito, com a anuência da maioria dos vereadores’’ desabafou Cleber. Ainda de acordo com o coordenador cerca de 500 trabalhadores serão prejudicados com a aprovação do projeto que mexe diretamente no bolso dos trabalhadores da educação de Floresta do Araguaia. Até a polícia foi chamada para reforçar e garantir a aprovação do projeto. Dinho Santos
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