segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Presos do presidio de redenção vivem em condição subumana

Presos do presidio de redenção vivem em condição subumana 
Uma comissão da 12ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Redenção realizou uma vistoria no Presídio Regional de Redenção. A inspeção, que foi feita no dia 24 de janeiro, faz parte do serviço nacional que foi realizado em todos os presídios do país a pedido do Conselho Federal da OAB Nacional. O objetivo foi averiguar as condições de funcionamento da unidade. 

Segundo os integrantes da comissão da OAB local que foram até o presídio, a inspeção apontou uma série de irregularidades na unidade prisional de Redenção. A mais grave é a superlotação e a situação precária e degradante vivida pelos presos.
As informações obtidas durante a vistoria fazem parte de um relatório que será encaminhado à Seccional da OAB no Pará, com sede em Belém. 

De acordo com o documento, a superlotação na penitenciária de Redenção é o principal problema enfrentado na unidade. “Recebemos inúmeras reclamações, onde os detentos denunciam as condições desumanas em que estão vivendo”, disse o advogado Marcelo Mendanha, integrante da comissão. 

Durante a vistoria, a comissão da OAB teve acesso a todas as dependências do presídio, e o que de fato chamou atenção em primeiro lugar foi a superlotação, que desencadeia uma séria de outros problemas, como a falta de higiene. 

Ainda segundo o relatório, na cela A-9 havia 46 detentos, sendo que a capacidade é de apenas sete. Nesta cela, grande parte dos presos dorme dentro do banheiro, que também é dividido por todos. No total, o presídio de Redenção está com aproximadamente 400 detentos, mas a capacidade é de apenas 120. 

O que chamou atenção também é que a maioria dos detentos que estão no presídio de Redenção é de presos provisórios à espera de julgamento. “Há casos de presos que já está há mais de um ano sem sequer ter ido a uma audiência no Fórum local”, explicou o advogado.

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