Por Velda Silva
de Belém / Pa
de Belém / Pa
A verdade sobre o drama vivido por usuários de
drogas
vai ser mostrada num reality show no Brasil. Sucesso nos Estados Unidos, o programa ‘Intervention’
ganha formato brasileiro, no canal A&E, e estreia nesta quarta-feira (1º), às 23h.
Na atração, casos de oito dependentes químicos — viciados em todos os tipos de droga —
Na atração, casos de oito dependentes químicos — viciados em todos os tipos de droga —
são apresentados até eles serem internados. O drama é acompanhado por dois médicos,
terapeutas, familiares dos participantes e a produção do programa.
“É um reality sem maquiagem ou glamour. Acompanhamos desde a rotina do uso até o trato com
“É um reality sem maquiagem ou glamour. Acompanhamos desde a rotina do uso até o trato com
os familiares. Só não os gravamos comprando a droga para manter a segurança da equipe”,
conta a produtora do canal, Krishna Mahon, que esteve com cada um dos dependentes durante
uma semana.
Os usuários têm de 22 a 37 anos e pertencem a diversas classes sociais. “Tivemos problemas
Os usuários têm de 22 a 37 anos e pertencem a diversas classes sociais. “Tivemos problemas
em encontrar viciados da classe A. As pessoas com dinheiro acham que o filho é excêntrico
e não drogado”, revela Krishna.
Nos Estados Unidos, o reality conseguiu uma média de 70% de recuperação dos participantes
Nos Estados Unidos, o reality conseguiu uma média de 70% de recuperação dos participantes
e levou dois Emmys, o Oscar da TV americana. Por aqui, segundo a produtora, os participantes
não voltaram às drogas. “Um deles está inclusive trabalhando na clínica em que esteve
internado”, revela Krishna, que viveu em casa o drama do vício com um parente. “Quando eu
era criança, vi cenas de pessoas consumindo cocaína que não devia ter presenciado,
me lembrei muito gravando o programa”, relata.
Entre os oito participantes do reality, dois são cariocas, um é de Niterói e outro de
Entre os oito participantes do reality, dois são cariocas, um é de Niterói e outro de
Teresópolis. “Foi difícil conseguir pessoas. Chegamos a um número de 100 e depois
fomos reduzindo. Aos familiares, explicávamos o formato do programa. Ao usuário, dizíamos
que se tratava de um documentário sobre o vício. Chegamos a acompanhar uma intervenção
por quatro horas”, detalha Krishna.
Fonte: O Dia
Fonte: O Dia
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